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Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”. (Atos 4; 11-12)


Quantas vezes a nossa humanidade nos leva a depositar a nossa esperança e a nossa confiança em outros homens, vejo irmãos de caminhada discutindo acaloradamente por causa de políticos (e existe uma grande diferença de falar em política e defender nome de políticos), nem se dão conta que a opção política depende da trajetória de vida, do meio em que foi criado, da formação acadêmica e muito dos seus interesses pessoais e de classe, e assim sendo não existe uma única verdade. Ser contra a corrupção, os desmandos e a má gestão não é ser a favor de político A, B ou C.

Fico espantado às vezes, com pessoas que coordenam movimentos dentro da Igreja, e apresentam candidatos a cargos públicos eletivos como representantes do movimento, como se este fosse um partido político e o candidato à salvação da humanidade. Quantos já se elegeram em nome da religião e da retidão e tiveram seus nomes envolvidos em escândalos diversos, ou tiveram atuação medíocre e não fizeram a menor diferença.

Todas as vezes que vejo as barbáries cometidas por políticos, empresários e gestores em geral, penso como a nossa evangelização é fraca, se essas pessoas tivessem se encontrado verdadeiramente com Jesus elas não fariam essas coisas.

Pergunto-me também: como anunciar, sem acreditar? Como converter alguém, sem ser convertido?

Aí mora a ineficiência da nossa evangelização.

O anúncio desprovido de verdade, a Palavra desvinculada da vida, a pregação vazia, o falar desprovido do viver.

Precisamos reconhecer de fato Jesus como ÚNICO SENHOR de nossas vidas, precisamos viver tendo Jesus como ÚNICO SENHOR de nossas vidas, para então, podermos anunciar com verdade o ÚNICO CAMINHO de salvação.

E reconhecendo Jesus como ÚNICO SENHOR de nossas vidas não significa que já seremos perfeitos, ou santos, mas significa que lutaremos sempre em busca da perfeição e da santidade.

Pela fé, uma montanha pode atender o seu comando e se jogar no mar (Mt 21; 21), o que será impossível então?

O impossível só existe quando não se tem fé.

E quando falta fé, que é acreditar naquilo que não se vê (Hb 11;1), procuramos um plano B para a salvação, normalmente ligado naquilo que podemos ver e/ou tocar.

Uma pessoa, uma ONG, um partido político, um candidato, um emprego, a aprovação em um concurso, o dinheiro, um hobby, isso passa alicerçar a nossa vida, enfraquecendo e matando o nosso anúncio da Boa Nova.

Como reconhecer de fato Jesus com ÚNICO SENHOR de nossas vidas?

E ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão sob a ação do Espírito Santo. (ICor 12;3)

Os que gostam de desculpas dirão, há então deve ser culpa do Espírito Santo que não está agindo prá valer em mim.

O Espírito Santo educador das almas fugirá da vida dupla, se afastará dos pensamentos insensatos e a iniquidade que sobrevém o repelirá (Sab 1; 5). 


Quem não se arrepende e “faz de conta que é cristão”, prejudica a Igreja. Foi o que disse o Papa Francisco na Missa do dia 11 de novembro de 2013. “Advertiu o Santo Padre, pois quem faz vida dupla é um corrupto e está preso num estado de suficiência, “não sabe o que é a humildade”. Jesus falava deles como de um “sepulcro caiado”, ou seja, externamente belos, mas podres por dentro. Todos nós conhecemos alguém que está nesta situação e quanto mal faz à Igreja! Cristãos corruptos, padres corruptos… Quanto mal provocam à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano, disse o Papa.


 Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!  Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside.  Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos. (Jer 17; 5-8).


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