Catequese: “Ela (mulher) não é uma réplica do homem”

Qua, 22 de Abril de 2015 16:40

Mais uma vez, o Papa passou a manhã de quarta-feira na Praça de São Pedro com os fiéis e peregrinos de todo o mundo reunidos para ouvir sua catequese, no dia em que celebra-se o Dia da Terra.

O Santo Padre exortou a “verem o mundo com os olhos de Deus Criador: a terra é o ambiente a guardar e o jardim para cultivar. A relação dos homens com a natureza – explicou – não seja guiada pela avidez, de manipular e de explorar, mas conserve a harmonia divina entre as criaturas e a criação, na lógica do respeito e do cuidado, para coloca-la ao serviço dos irmãos, mesmo das gerações futuras”.

Francisco passou entre os fiéis, a bordo do jeep descoberto, saudando e abençoando os presentes. Enquanto a multidão balançava bandeiras, demonstrando alegria e entusiasmo, o Papa também respondia com alegria o acolhimento. Em certo ponto do trajeto, ele desceu do papa móvel para conversar alguns minutos com uma mulher idosa em uma cadeira de rodas, que estava na primeira fila. Hoje, ele também trocou o solidéu com um peregrino entre a multidão.

O resumo da catequese que o Papa fez em português, destaca que hoje “no livro do Gênesis, lemos que inicialmente Adão, o primeiro homem, sentia-se sozinho, mesmo vivendo cercado de tantos animais. Querendo pôr remédio à sua solidão, Deus lhe apresenta a mulher, que o homem acolhe exultante, como um ser igual”.

O Papa explicou que “com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade da mulher ―ela não é uma réplica do homem ―, mas expressa uma reciprocidade entre eles: possuem a mesma natureza e são complementares”.

Contudo, prosseguiu o Pontífice, “por sugestão do maligno, os dois são tentados pelo delírio da onipotência e desobedecem a Deus. Este pecado rompe a harmonia que existia entre eles, gerando desconfiança, divisão, prepotência. Machismo, instrumentalização do corpo feminino e recusa a viver uma aliança, na diferença e complementariedade, entre o homem e a mulher são consequências dessa desarmonia. Porém, Deus não abandona o homem e a mulher após o pecado: a exemplo de Deus, também os cristãos devem buscar curar as feridas nas relações e recuperar o valor do matrimônio e da família”.

Ele, então, cumprimentou os peregrinos de língua portuguesa, “particularmente aos fiéis vindos de Portugal, da Suíça e do Brasil”. E pediu para rezar “por todas as famílias, especialmente aquelas que passam por dificuldades, na certeza de que as famílias são um dom de Deus e o fundamento da vida social. Que Deus vos abençoe!”.

No final das saudações em diferentes línguas, o Papa dirigiu um pensamento especial aos jovens, aos doentes e recém-casados. Todos foram convidados a aprender com a Virgem Maria a viver esta época da Páscoa, “dando espaço para a escuta da Palavra de Deus e a prática da caridade, vivendo com alegria a pertença a Igreja, a família dos discípulos de Cristo Ressuscitado”.

Fonte: Zenit