Na lógica humana, as nossas ações são sempre em busca de uma recompensa, é um verdadeiro toma lá, dá cá, que prevalece sempre.

Servimos esperando que em troca sejamos servidos, nos doamos esperando que alguém faça o mesmo por nós, é aquele raciocínio fácil em nossas mentes:

_ Puxa vida quando ele precisou, eu ajudei. Agora que eu estou precisando . . .

Fazemos e queremos algo em troca, ou pior, fazemos já pensando na troca e muitas vezes não desejamos algo material, ou mesmo uma ação do irmão, muitas vezes queremos só alimentar o nosso ego, a nossa vaidade:

_Puxa vida, como eu sou bom!!

_Será que todos estão vendo o que eu estou fazendo? Ninguém faz como eu!!

_ Eu sou a própria misericórdia de Deus encarnada!!

_ E sou tão humilde, que dá dó!!

_ Humildemente, eu sou o máximo!!

_ O irmão me elogiou tanto, que bom.

Passamos a ser os protagonistas da nossa própria salvação e da salvação dos irmãos, que afortunadamente tem a chance de conviver conosco.

O que seria do Reino de Deus sem a nossa dedicação e sem as nossas ações?

Deixamos de servir em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo e passamos a servir em nosso próprio nome, deixamos de anunciar Jesus e passamos a buscar a nossa própria satisfação e ninguém fica sabendo, né!? Só eu sei o que está me movendo, só eu sei qual é o combustível que me movimenta.

Eu e Deus!

Essa necessidade vicia, escraviza e mata. Afasta-nos da essência do Cristianismo, que é Jesus, inflama em nós não o ardor missionário, mas a soberba, que é mãe de tantos outros pecados.

É suicídio espiritual, é alimentar aquilo que vai nos matar.

Que o Senhor Jesus tenha piedade de nós e que com a força do Espírito Santo sejamos capazes de superar essa nossa necessidade incontrolável de nos sentirmos simplesmente, o máximo!

Que Maria e José sejam nossos exemplos e nossos intercessores.


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