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Atenção, porém: que essa vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda aos fracos. Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciência, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos?  E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu!  Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo. (ICor 8; 9 -12)


_Eu nunca quis ser exemplo para ninguém!!!

Isso é o que muitas dizemos quando não estamos sendo testemunhos de Jesus na vida dos irmãos.

Porém, ser exemplo independe da nossa vontade, somos exemplos, sempre, em todos os momentos, em todos os lugares, nos ambientes em que convivemos, mesmo que não desejemos ser, mesmo que acreditemos que não somos.

Quero contar, resumidamente, o seguinte:

Conheci um jovem em um retiro.

Ao final do retiro ele me pediu o número do meu celular para me ligar depois, eu anotei em papel e passei  para ele. No dia seguinte ele me ligou e disse que precisava falar muito comigo, marcamos um horário e nos encontramos para conversar, foi quando ele me disse que era viciado em cocaína e que não conseguia abandonar esse vício e que estava se enterrando cada vez mais em um buraco, cada vez mais fundo e que mesmo no retiro fez uso da cocaína algumas vezes, no banheiro, quando todos estavam participando das pregações.

Conversando com ele sobre como ele iniciou essa dependência, ele me disse que começou consumindo muita bebida alcoólica, que ele conheceu na própria casa, das mãos dos seus pais, que nunca foram de beber até cair, sempre foram super controlados, segundo ele, “não armavam barracos”, iam à missa todos os domingos e até foram convidados pelo padre para serem ministros da comunhão, mas que com certa frequência gostam de umas cervejas geladas.

O álcool foi a porta de entrada para um mundo irreal, que o levou para os cigarros de maconha, para as pastilhas de extasy, para a cocaína, que já não estava conseguindo suprir às suas necessidades e que ele já estava em busca de algo mais pesado.

Conversamos muito aquele dia, falei do amor de Deus para ele, do sacramento da reconciliação, do poder transformador da eucaristia, dei o meu terço de presente para ele e passei os horários das missas e dos grupos de oração e que ele me ligasse sempre que precisasse.

Na sequência dos meses ele buscou a reconciliação com Deus, através do sacramento da confissão, com o tempo passou a participar da missa todos os dias e não faltou mais ao grupo de oração e depois de um longo tempo ele me disse que havia se libertado daquele terrível vício, mas que estava sempre em alerta.


Os pais daquele jovem com certeza jamais queriam que o filho fosse um viciado, não acreditavam que aquelas cervejas geladas fossem ser porta de entrada para um mal tão terrível na vida dele, não acreditavam que seriam uma ocasião de queda para o próprio filho.

Uma vez em uma pregação do meu compadre Pe Marcos, em um grupo de oração, ele viu um senhor que participava com seus três filhos e falou para ele, “continua assim e o senhor nunca vai visitar os seus filhos em uma cadeia”.

Somos sim exemplos a todo momento, em todos os lugares, mesmo que não queiramos ser.

Que Deus nos abençoe para nunca sermos ocasião de tropeço e queda para nenhum irmão.


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